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Você tem problema em reconhecer pessoas? Experimente a oxitocina!

 

A oxitocina, produzida pelo hipotálamo e segregada pela hipófise, induz as contrações do músculo uterino durante o parto e estimula a secreção de leite. Mas outras e eventuais funções – ou aplicações – do hormônio têm sido objeto de diversos estudos.

Agora, uma nova pesquisa destaca seu papel no reconhecimento de rostos. O trabalho, publicado na edição desta quarta-feira (7/1/2009) do The Journal of Neuroscience (http://www.jneurosci.org), aponta que a oxitocina é capaz de aumentar a capacidade de um indivíduo distinguir semblantes.

Segundo os autores, participantes do estudo que receberem uma dose de oxitocina, aplicada por meio de spray nasal, mostraram uma melhoria no reconhecimento facial, mas não de objetos inanimados.


“Reconhecer um rosto familiar é um componente fundamental para o sucesso da interação social entre humanos. Nosso estudo indicou que a oxitocina em humanos imediatamente fortaleceu a capacidade de reconhecer e discriminar rostos corretamente”, disse Peter Klaver, da Universidade de Zurique, um dos autores do estudo.
Pesquisas anteriores feitas com camundongos verificaram que o hormônio tem papel importante na distinção de que outro animal é familiar. Mas, diferentemente dos humanos, que se apóiam na visão para o reconhecimento, os camundongos usam para isso o olfato.

Os participantes foram divididos em dois grupos. O primeiro recebeu aplicações contendo oxitocina, e o segundo, placebo. Em seguida, os pesquisadores exibiram imagens de rostos e de objetos, como casas, esculturas ou paisagens.

 

No dia seguinte, os voluntários foram submetidos a um teste surpresa. Foram mostradas imagens vistas no dia anterior e outras novas. Os participantes tiveram que classificar as cenas como novas, que estavam entre as apresentadas no dia anterior ou familiares – as quais conseguiam distinguir, mas sem recordar o contexto.

Os voluntários que usaram o spray de oxitocina conseguiram perceber os rostos exibidos anteriormente com maior eficiência do que os demais.

   

Entretanto, os dois grupos tiveram o mesmo aproveitamento com relação a imagens de objetos.
Segundo os pesquisadores, o resultado, além do papel da oxitocina, indica a existência de mecanismos diferentes para a memória social e a não social.
“O estudo mostrou que uma única dose de oxitocina é suficiente para aumentar a memória de reconhecimento para estímulos sociais. Os resultados apontam para um efeito imediato e seletivo do hormônio:

o fortalecimento dos sistemas neuronais envolvidos na memória social”, disse Ernst Fehr, da Universidade de Zurique, na Suíça, em comentário sobre o estudo divulgado pela Society for Neuroscience, com sede nos Estados Unidos.


“O estudo tem aplicações importantes em problemas como autismo, em que o processamento de informação social é prejudicado”, disse Larry Young, da Emory University, outro pesquisador que estuda os efeitos da oxitocina.

Adaptado de: Agência Fapesp - Divulgação Científica (7/1/2009)

 

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