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Ratos de laboratórios têm medo de homens - e isso é um problema para a ciência


Entenda como um novo estudo pode colocar em dúvida décadas de pesquisa.
O organismo dele se comporta de forma diferente dependendo de quem está interagindo com ele.

Homens e ratos têm uma relação próxima quando se trata de ciência. Afinal, é impressionante o número de roedores usados em pesquisas todos os anos - estima-se que 25 milhões de ratos de laboratório sejam vendidos por criadores todos os anos (isso sem contar as crias nascidas nos próprios laboratórios). E os bichos fornecem a cientistas dados sobre seu comportamento e sobre seus organismos. Mas agora um novo estudo está colocando em cheque praticamente todas as pesquisas feitas com os bichinhos.

Segundo a pesquisa da Universidade McGill, os ratos têm medo de homens e não de mulheres. E isso significa que os estudos conduzidos pelas mãos de pesquisadores do sexo masculino podem ter outros resultados, já que, sendo manipulados por homens, os ratos estariam estressados. E os efeitos do estresse podem alterar tanto o comportamento quanto o organismo dos animais.

Estudos sobre o câncer, por exemplo, que normalmente se iniciam com testes em roedores, podem estar comprometidos. "Se você está estudando as células do fígado de um rato, as células vieram de um animal que foi sacrificado ou por um homem ou por uma mulher. Os níveis de estresse do rato estavam em estados bem diferentes dependendo da situação", conta o autor da pesquisa, Jeffrey Mogil, em uma entrevista ao The Verge. "E isso pode afetar como a célula do fígado vai se apresentar no experimento", conclui.

No estudo para chegar a essa conclusão, os pesquisadores usaram uma escala para medir quanta dor os ratos sentiam quando expostos a homens, a mulheres e a seus respectivos cheiros. A ideia é que o medo pode amortecer a dor - então quando expostos a um homem ou a seu cheiro, os ratos analisados na pesquisa mostraram menos dor.

Pode até parecer um efeito positivo - afinal, o rato não sofre quando está sendo machucado ou morto "pela ciência" em mãos masculinas. Mas se trouxermos a ideia para a esfera humana, podemos comparar essa situação com um atleta que está estressado durante uma partida. Ele sofre uma lesão, mas o estresse e a adrenalina fazem com que ele não sinta dor e ele continua forçando a área lesionada, piorando a situação.

A dor dos ratos não foi o único indicador de estresse levado em consideração no estudo. Outros experimentos mostraram que, quando expostos a homens ou a seus cheiros, os roedores também apresentavam níveis altos de corticosterona, um hormônio que aparece em situações estressantes. E esse efeito não foi notado apenas com o odor de machos humanos: o cheiro de machos de outras espécies como cães, hamsters e gatos também os afetava dessa forma.

Por que ratos temem os homens?
Os pesquisadores sugerem que a reação vem do senso de competição e não da identificação de um predador. Ratos machos são territoriais e competem com outros quando têm oportunidade de acasalar. E, provavelmente, os ratos não conseguem discernir o cheiro de um outro rato macho do cheiro de um macho de outra espécie.

E as pesquisas? De acordo com os cientistas, o medo dos ratos não depende apenas do sexo de quem interage com ele, mas também da situação. Por exemplo, se o rato sente o odor de um macho e de uma fêmea ao mesmo tempo, ele não apresenta os mesmos sintomas de estresse. Isso mostra que a ameaça é um macho solitário - e que há formas de continuar as pesquisas com roedores sem comprometer os resultados.

Outro fator é o quão acostumados os ratos estão com a presença do pesquisador na sala. Caso ele fique mais do que 45 minutos no mesmo ambiente sem machucar os ratos, o nível de medo deles cai. Ou seja, é possível continuar as pesquisas, desde que essas medidas sejam tomadas para não comprometer os resultados. Os pesquisadores também esperam que futuras pesquisas listem o gênero dos pesquisadores que interagiram com as cobaias.

"Agora espero que colegas cientistas percebam que a forma com que suas cobaias foram tratadas, se por homens ou não, possam explicar alguns mistérios, alguns resultados diferentes dos esperados em pesquisas", afirma Mogil. Resta saber se autores de pesquisas vão retormar seus estudos para verificar se eles foram alterados pelo estresse dos ratos - e se irão reproduzir seus experimentos.


 

 

 

(http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Pesquisa/noticia/2014/04/ratos-de-laboratorios-tem-medo-de-homens-e-isso-e-um-problema-para-ciencia.htmll)

 

 

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