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Sensibilidade a cores ajuda primatas a detectar predadores na naturezas


Capacidade de ver cores ajuda a identificar predador ou a capturar insetos.
Estudo ajuda a entender 'daltonismo' encontrado em macacos americanos.

Imagens de predadores escondidos na natureza foram mostradas para voluntários humanos com visão normal e com daltonismo; na foto, um leopardo taxidermizado foi escondido no meio da folhagem. Daltônicos demoraram mais para perceber os animais.

 

A forma como os primatas enxergam as cores – com mais ou menos detalhamento – pode ter relação com sua necessidade de detectar os predadores na natureza.

A conclusão, de um estudo feito no Laboratório de Ecologia Sensorial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e apresentado no dia 28 de agosto de 2014 em um simpósio na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimetnal (FeSBE), em Caxambu, Minas Gerais, ajuda a entender por que os primatas das Américas e do Velho Mundo veem cores de forma diferente.

Já se sabia que, enquanto os primatas da África e Ásia são tricromatas, ou seja, têm uma visão colorida parecida com a do homem, os primatas das Américas têm mais variabilidade quanto à visão de cores: há indivíduos tricromatas, mas a maior parte são dicromatas, aqueles que têm uma distinção limitada de cores, parecida com a das pessoas daltônicas.

Muitas das explicações propostas até o momento para essa diferença sugerem que a visão de cores tenha evoluído em cada região para a melhor detecção de alimentos ou de parceiros sexuais. O estudo da UFRN, conduzido pelo pesquisador Daniel Marques de Almeida Pessoa, foi o primeiro a testar com sucesso a possibilidade de a visão de cores nos primatas ter evoluído para a melhor detecção de predadores.

 

Visão normal x daltonismo

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram dois experimentos. O primeiro deles quantificou o contraste de cor entre a pelagem de sete predadores carnívoros – como onça, jaguatirica e gato do mato – e a vegetação natural. Foi criado um modelo estatístico para prever como os primatas dicromatas e tricromatas enxergariam esses contrastes.

A conclusão foi que, entre os tricromatas, o contraste é bem maior: ou seja, eles conseguiriam distinguir os predadores com mais facilidade no meio natural.

O segundo experimento testou essa hipótese em humanos dicromatas e tricromatas, ou seja, pessoas com visão normal e pessoas com daltonismo. Foram apresentados para os voluntários quadros contendo quatro paisagens diferentes. Uma delas continha um animal escondido.

Os pesquisadores calcularam quanto tempo cada pessoa levou para identificar qual paisagem continha o animal. A conclusão foi que os "daltônicos" realmente demoraram mais para distinguir o predador.


Velho mundo x novo mundo

Os primatas nativos das Américas são muito menores do que os da África e Ásia. Quanto menores os primatas, mais dependentes eles são de comer insetos. Estudos anteriores mostraram que primatas dicromatas têm mais sucesso em identificar insetos para se alimentar. Por outro lado, o tamanho diminuto também deixa esses animais mais vulneráveis a possíveis predadores, por isso eles também se beneficiariam do tricromatismo, para identificar mais facilmente essas ameaças.

Essas duas necessidades podem explicar por que se pode encontrar, nas Américas, primatas com esses dois tipos de visão de cores. Os primatas da Ásia e África, por serem maiores, não se alimentam de insetos e têm de se proteger de predadores ainda maiores. Isso explicaria por que lá eles têm, em sua totalidade, uma visão detalhada das cores.

“Foi a primeira pesquisa que testou a possibilidade dos predadores como influência ecológica importante”, diz Pessoa. “Até hoje nenhum outro fator estudado conseguiu explicar essa distribuição tão bem.”

Ele observa que o modelo explica até por que o bugio é uma exceção, sendo o único totalmente tricromata das Américas. “É um bicho grande, não come muito inseto e ao mesmo tempo está sujeito a uma pressão de predação grande.”

 

 


 


 

 

 

 

 

 

(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/08/sensibilidade-cores-ajuda-primatas-detectar-predadores-na-natureza.html)

 

 

 

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